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SIMAO COSTA // ANO PRE CAU TION PER CU SSION ON SHORT CIRCUIT

€8.90


 

SIMÃO COSTA. Piano, Transducers speakers and objects

1. π
2. PER ludio
3. per CAUTION
4. PER meable
5. per CUTION
6. SHORT
7. CIRCUIT

 


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Product Description

Portuguese composer and pianist (also a researcher of the present day connections between art, science and technology) Simão Costa is a unique kind of fetichist. The object of his desire is the piano: you listen to his playing and it’s clear that he’s in love with its inner sound and the musical grammars developed in these three last centuries for the instrument invented by Bartolomeo Cristofori. All those intersected in “π_ANO PRE·CAU·TION PER·CU·SSION ON SHORT CIRCUIT”, coming from the classical tradition, the experimental explorations of the black-and-white keyboard or the strings inside, and also jazz and improvised music.

But for him, like for any other fetichist, this is not enough: his imagination wants to bring the piano to its limits and beyond, even if this means a radical transfiguration of its nature and purposes. He uses computer electronics either for a radically different diffusion, and perception, of the sounds produced, and for their processing in real time, through granulation and synthesis. The result: sometimes simultaneously, a return to the most primal of all musical approaches, a percussive one, and the transformation of the piano into a sophisticated electro-acoustic device of the 21st century.

John Cage-like preparations and the type of fluctuating non-linear phrases we heard in some of Morton Feldman’s compositions live together with repeated rhythmic syncopations, like if Thelonious Monk and Steve Reich were the same person, and with the kind of atmospheres that we imagine Brian Eno and Alvin Lucier could make together. All this is made with a clinical ear. We imagine Simão Costa in a dissecting (torture) table, opening human organs to discover what makes them tickle, while they tickle.

1 review for SIMAO COSTA // ANO PRE CAU TION PER CU SSION ON SHORT CIRCUIT

  1. :

    Portuguese pianist/composer Simao Costa’s new CD explores the multiplicity of sounds available to a piano that has been prepared, electronically altered or supplemented, and even played in its native state.
    The unifying theme that emerges from the seven tracks collected here is the richness of the contrasts that bind and separate the muted, low-sustain sounds of the prepared piano on the one hand, and the ringing tones and harmonies of the instrument unmodified on the other. Putting the two in motion with and against each other is something Costa does effectively throughout the set. Often, the music will take on the character of a gamelan or detuned carillon nested within resonantly pedaled left hand figures. On top of it, Costa will frequently layer in the acute hum of feedback and droning electronics. These timbral experiments are largely cerebral in affect, but surprisingly beautiful impressionistic passages are liable to erupt unexpectedly, particularly on the fourth and sixth tracks. The last and longest track shifts attention away from contrasts in timbre and resonance and focuses instead on the possibilities of rhythmic variations within a pulse, its deliberately narrow range of pitches wrapped in the buzzing and rattling sounds of distressed metal.

    in: Avant Music News by Daniel Barbiero

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    Simão Costa joue certes seul, mais ses instruments sont multiples : piano, enceintes, transducteur et objets. Parvenant à sortir de belles lignes de l’usage qu’il fait de feedbacks, son jeu au piano est d’un conventionnel qui ruine ses découvertes électriques. Et lorsque ses structures grondent, elles s’effritent et laissent paraître leurs canevas simplistes.

    in: Le Son du Grisli by Bernard Bouquet

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    O título, convenhamos, envolve um misto de sedução e resistência. Ora tomem nota, por favor: π_ANO PRE.CAU.TION PER.CU.SSION ON SHORT CIRCUIT.
    Entramos num país de língua desconhecida. Ou melhor, em que sentimos a língua em processo de laboriosa e íntima fabricação: Simão Costa trata o piano como um objecto não necessariamente “pianístico”, vogando numa paisagem que John Cage, et pour cause, ajudou a povoar — ou a despovoar, o que vem a dar no mesmo. O resultado faz-nos sentir as mãos do músico, tanto quanto as entranhas de computadores cúmplices da criação de harmonias agrestes e, se a palavra não ofender, paradoxalmente líricas. Aqui ficam cerca de oito minutos de um álbum fascinante, monumental, metafísico e visceral, não necessariamente por esta ordem.

    in: Sound + Vision by João Lopes

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    Pare, escute e olhe.
    You listen what I hear, especifica Simão Costa antes de colocarmos o CD de π_ANO… na aparelhagem. O novo trabalho do músico, editado pela Shhpuma, coloca-nos desde logo uma questão interessante: o que significa, ao fim e ao cabo, “ouvir música”? Captar uma melodia, uma letra, ou até mesmo um erro com os nossos próprios ouvidos? Prestar atenção a cada detalhe e cada gesto, reconhecer e desfragmentar cada pedacinho de som? Embrenharmo-nos a fundo naquilo que a posteriori reconhecemos como sendo “a música” e rejeitar qualquer som que venha de fora dessa, ora num concerto ou numa audição caseira, em colunas ou headphones?

    Seja qual for a definição que escolhermos, todas elas partem do mesmo princípio – o de que somos nós próprios a ouvir essa música, com os nossos próprios sentidos e a nossa maneira, sempre individual, de percepcionar aquilo que se passa. Com π_ANO… é diferente; escutamos aquilo que Simão Costa escuta, o que captamos é o que ele captou enquanto gravava. Não é um disco, portanto, que possa ser ouvido como qualquer outro disco. Há que primeiro vestir a pele de outrem, rejeitar por uma hora as nossas concepções daquilo que é “escutar” ou sequer “música”…

    Para além do debate filosófico, π_ANO… é um álbum difícil até mesmo dentro da música mais “ousada” – porque é um álbum vivo e não um objecto sonoro estático, porque ouvimos o músico a mexer-se enquanto modifica computadorizadamente o som, enquanto toca ao de leve no seu piano, enquanto um e outro timbre nos atravessa o cérebro viajando em metal. Difícil porque não o conseguimos domar por nós próprios, porque é liberto e selvagem. Porque não o conseguimos tornar “nosso” como tornamos um e outro disco, uma e outra canção. Difícil e fascinante pelo mesmo motivo. A liberdade passa certamente por aqui.

    in: Bodyspace by Paulo Cecílio

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