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COCLEA // Coclea

€8.90


 

GUILHERME GONÇALVES . all instruments
ISIDE . voice on 2, 3 and 4

01 Touch
02 Mermaid´s Theme
03 Desire
04 Homen dos Sonhos
05 Scorpio´s Theme
06 Love

 


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Product Description

Listening to Coclea, the solo project by Guilherme Gonçalves, let us understand better what was his contribution to Gala Drop’s music: the psychedelic tonus of the Lisbon band in which we find Jerry the Cat (Jerrald James), an ex-Funkadelic and ex-Parliament, and had a curious partnership with Six Organs of Admittance and Comets on Fire member Ben Chasny, is in great part of his doing. More than that, it allow us to better circumscribe his own musical world, not quiet the one we find on the “galadropian” crossovers between dub, Detroit techno, disco, funk and jazz . In this new CD everything is clearer: Coclea brings the characteristics of the kosmische musik played by Manuel Gottsching (Ash Ra Tempel, Ashra) and Edgar Froese (Tangerine Dream) to a guitar-driven universe having Vini Reilly’s closed chords as the most remote reference and Loren Connors’ distorted blues as mediators. What we heard the synthesizers do in krautrock’s interstellar faction does Gonçalves with effect pedals and electronic processors, but always having a six-strings as the main device. Imagine the gaseous density of a comet’s tail dissipating itself to reveal a clean, bright and transparent crystal surface

1 review for COCLEA // Coclea

  1. :

    Ein schönes Ambient-Debüt aus Lissabon, das mittels Crowdfunding entstanden ist. Bei COCLEA handelt es sich um das Ein-Mann-Projekt von GUILHERME GONÇALVES. Der Gitarrist der in Portugal wohl recht bekannten, krautigen Band GALA DROP nutzte die FACEBOOK-Seite der Gruppe im vergangenen Frühjahr, um Fans zur finanziellen Beteiligung zu bewegen. Nun legt er rund ein Jahr später das entsprechende – zwar kurze, aber dafür auch preiswerte– Album vor.

    “Touch” (01) ist ein würdiger, stimmungsvoller Opener. Gitarrenakkorde mit gehörigen Pausen, die über einem Summen liegen, erinnern mich zunächst an FENNESZ, klingen weit und landschaftlich. Sehr zügig fügen sie sich aber doch zu melodiösen Songstrukturen, die Gitarre liegt über ruhigen Drones im Hintergrund. Hat was von Roadmovie, leicht jammend, aber sehr flüssig. In der zweiten Hälfte überwiegt Ambient, die Drones stehen im Vordergrund und dominieren die einzelnen, teils leicht verfremdeten Gitarrensounds. Auch “Mermaid’s Theme” (02) startet mit (Meeres)Rauschen, die Gitarre dazu imitiert tatsächlich ein wenig die entsprechenden Surf-Instrumentals, und dahinter wiegt sich ein entspannter Bass sanft hin und her. “Desire” (03) besteht aus breiteren Ambientflächen, vor allem bestückt mit Synthiedrones. “Homen Dos Sonhos” (04) ist die Überraschung des Albums: die ruhige, twangende Gitarre begleitet hier plötzlich – zum einzigen Mal – Gesang, der leicht verweht aus dem Hintergrund tönt. So entsteht eine Art beschwörender Slow-Rock-Ambient, der sehr positive Parallelen zum Titelsong der Fernsehserie “Vikings” von FEVER RAY aufweist. “Scorpio’s Theme” (05) mutet leicht bluesig an; ein spaciges Instrumental mit brummenden, mäandernden Sounds (und natürlich mit Gitarre). Zum Ausklang beschließt “Love” (06) als melodiöser und eher unauffälliger Track die halbe Stunde.

    Die ganz großen Vergleiche des Labels mit MANUEL GÖTTSCHING oder TANGERINE DREAM kann ich (noch) nicht ganz nachvollziehen. Aber durch ihre warme, etwas psychedelische Atmosphäre hat die Musik auf jeden Fall viel Meditatives. Einige kleine, manchmal versteckte Spielereien sorgen für genügend Abwechslung. Und insbesondere auf “Homen Dos Sonhos” – das Stück mit Gesang – lässt sich aufbauen. Wohliger Ambient aus Portugal mit eigenem Charme und weiterem Potential.

    in: Nonpop by Michael We

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    There are artists today who make almost orchestral music out of the electric guitar, using effects and digital technology. I see nothing wrong with this. It comes out of a long line of guitar transformations that started in rock, found its first fully cohesive statement in early Jimi Hendrix, then continued to evolve with Rypdal, Fripp, Lucas and so forth into today.
    A new entry into ambient psychedelic sonics can be heard on the album Coclea (ShhPuma 015), a nicely paced CD of compositions that make full use of the very electric guitar and the possibilities the studio situation affords. Guilherme Goncalves is the composer of the music heard. He also presumably is the guitarist and overall sound sculptor responsible for the end musical result. There are vocals here too, and perhaps some purely electronic elements though I don’t believe so, for what it is worth.
    Whether this is live with digital delay or multi-tracked I cannot say for sure and frankly I don’t care. Perhaps this is a controversial view but as much as I love the live situation, the digital world gives us the chance to create musical worlds as a painter works with canvas and pigment, and I don’t see a problem with that. The finished painting is always a product of multiple “live” actions and other than the old Zen spontaneous single-gesture artists of the East, it is never really “live” in the moment. Why cannot a musical artist have the same freedom, if he or she so wishes? A classical composer in the traditional sense is not required to write out all the parts simultaneously, but works in time and over time. Not everything is improvised though the construction of all musical work involves successive elements of improvisation and revision over time, much as a jazz artist practices.
    What matters to me is the musical result. And with Coclea it is strongly evocative, ambient, a bit spooky perhaps, but also showing a fine sensitivity to the sound an electric guitar can provide in the extended electronically enhanced world and some memorable compositional results.
    I don’t care what this music is called. It may not be jazz. It may not be rock. It is new music and it is highly stimulating. And if that means something to you, so much the better. It is well-done and stays in your mind. And so I recommend it for that.
    The point is to me that music like this does not negate other music so much as it adds to our musical legacy if it is good. It is good.

    in: Gapplegate guitar by Grego Applegate Edwards

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    Navegar, navegar.
    É daquela guitarra marinheira, a surgir por entre o cheiro a sal e a paisagem avistada desde o cais. “Touch”, evidentemente, porque toca o imaginário e a alma, traz consigo os de agora, os de antes, os que estão por vir, aqueles que deixarão tudo para trás em busca da terra e do tesouro. Guilherme Gonçalves, vulgo Coclea, parece saber muito bem como deixar uma óptima primeira impressão; o dedlilhar, o slide, e uma das melhores faixas de abertura num disco deste nosso 2015.

    Não que Coclea, o seu mais recente álbum, editado pela Shhpuma, seja apenas essa “Touch”; certo é que o primeiro tema ajuda, mas uma viagem não se faz apenas da partida. Logo a seguir, uma sereia entra pela cóclea (impossível não fazer a piada) com o seu canto, extremado pela onda melódica que a guitarra vai surfando aqui e ali, um tsunami gigante de maravilha. É possível ser-se psicadélico se, em vez do rigoroso LSD, levarmos a água do mar à boca?

    Coclea é um disco fascinante, onde as composições de Guilherme Gonçalves percorrem o espaço sonoro em ritmo de viajante, recolhendo informações de cada canto e crescendo pessoalmente com isso. O que mais sobressai é mesmo a guitarra esparsa, com um ou outro condimento electrónico. “Touch” e “Mermaid’s Theme” dão esse mote, a bela “Desire” exalta-o, e em “Homem Dos Sonhos” Coclea dá até espaço à sua própria voz, flutuando como uma bóia em tarde de verão. E há ainda os sete minutos berberes – o deserto a impôr-se à água – de “Scorpio’s Theme”. Diz ele que veio tudo ter consigo. Só nos resta chamar-lhe Maomé.

    in: Bodyspace guitar by Paulo Cecílio

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    O álbum Coclea do projecto homónimo de Guilherme Gonçalves vê finalmente a luz do dia através da Shhpuma. Apesar de ainda não se encontrar listado no site da editora, Coclea recebe o número 15 no catálogo da Shhpuma, sucedendo assim ao lançamento de Oba Loba da dupla Norberto Lobo / João Lobo.
    Há uns meses, Guilherme Gonçalves procurou, infelizmente sem sucesso, lançar este trabalho em vinil criando para isso uma campanha de crowdfunding onde apresentou Coclea:
    Esse novo disco, de título homónimo, foi gravado ao longo de 4 meses em 2013 e algumas das suas inspirações e influências musicais foram: Windy and Carl, Manel Gottshing, Laaraji, Peter Green, My Bloody Valentine, etc.
    Trata-se de um disco ambiental que tem a pretensão de estimular o ouvinte a interpretar a música recorrendo ao seu próprio imaginário. As composições têm como principal instrumento a guitarra eléctrica que, por vezes, é seriamente processada através de efeitos e sintetizadores o que faz com que a música remeta para sítios abstractos e étereos.
    De facto, a música (in)contida em Coclea é tão honesta e transparente quanto as palavras de Guilherme Gonçalves: estes sons têm mesmo o condão de estimular a imaginação e de nos transportarem para lugares longínquos. Trata-se, de certa maneira, apesar dessas referências não estarem presentes na lista sugerida por Guilherme Gonçalves, de uma espécie de novo take sobre a Exotica de finais dos anos 50 e 60: projecções fantasiosas sobre latitudes longínquas que tanto evocam mares tranquilos e ilhas frondosas, como selvas e antigos templos de civilizações há muito perdidas. As “naves” que nos transportam são, aqui, a guitarra eléctrica ultra-processada e desenhadora de loops e a electrónica circundante que sugere os ambientes sobre os quais se vai desenrolando a “narrativa”.

    in: 33-45 by Rui Miguel Abreu

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    É um prazer ouvir o mais recente disco de Coclea, o projecto a solo de Guilherme Gonçalves. É sempre um prazer deixar-me envolver naquelas etéreas ambiências, fruto de uma guitarra eléctrica tratada com proximidade, de uma guitarra explorada, processada, sintetizada, enfim…no fim, é tudo imaginação.

    in: A Trompa by Rui Dinis

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    Depois de dois anos enquanto técnico de som da Zé dos Bois, Guilherme Gonçalves juntou pedaços de tudo aquilo que lhe passou pelos ouvidos e inventou um projecto de guitarra eléctrica solo chamado Cóclea. O disco está aí e sábado há concerto no Rescaldo.
    Guilherme Gonçalves sempre tinha tratado a guitarra como um condutor de electricidade abrasiva, como atalho para uma torrente de distorção aprendida ao mesmo tempo que percebia como manejar o instrumento segundo os mandamentos do hardcore.

    Mas a sua integração na equipa da Galeria Zé dos Bois (doravante designada na sua mais popular versão – ZdB), enquanto técnico de som ao serviço do Aquário (sala com vista para as ruas do Bairro Alto na ZdB), obrigaria a que passasse a olhar para a guitarra desconfiando dos seus atributos anteriores. Entre 2005 e 2007, expostos à programação musical da casa, distribuída por duas noites semanais de dois/três concertos, os ouvidos de Guilherme Gonçalves foram vergastados e reeducados por uma série de projectos que tanto podiam estar filiados no noise mais radical, na música improvisada vizinha das vanguardas do jazz, no rock mais retorcido ou nas mais vítreas canções de uma folk marginal.

    Diante de tudo, quase sem se aperceber, o músico começou a conceber um novo corpo musical feito de pedaços “roubados” àquela chusma de gente e de diferentes visões musicais que lhe invadia os dias. Era como se alguém tivesse desdobrado um gigantesco catálogo de fracções musicais com as quais Guilherme se podia alambazar à vontade. E isto era válido tanto para a música propriamente dita quanto para as ferramentas e os processos de a alcançar. “Naquele período, tive acesso a muita informação e todas as semanas conhecia muita gente com diferentes discursos artísticos”, relata. “Isso permitiu-me abrir horizontes e partir para uma aventura de exploração a nível criativo, o que aconteceu com um projecto a solo, recorrendo à guitarra eléctrica.”

    No meio desse pântano de centenas de concertos que lhe passaram efectivamente pelos ouvidos, alguns foram essenciais para lhe sugerir o caminho a tomar com Cóclea: a pop espacial e atmosférica dos Windy and Carl, a folk arisca de Samara Lubelski acrescentada do filho bastardo de Nick Drake e/ou Bert Jansch baptizado P. G. Six, a chinfrineira densa e nebulosa dos Yellow Swans e o psicadelismo de ambição extra-planetária dos Acid Mothers Temple. Tudo isto, a união destes extremos nervosos, encontra-se de alguma maneira nos caminhos que a guitarra eléctrica de Guilherme Gonçalves vai desenvolvendo no álbum de guitarra eléctrica a solo que agora edita pela Shhpuma e apresenta este sábado, na Culturgest, Lisboa, numa das noites mais fortes do festival Rescaldo, cedendo depois o palco a Lula Pena.

    Estabeleçamos isto: foram estas referências díspares que ouvia em concerto na ZdB, mas que acompanhava em cada momento da sua preparação, a preencher os espaços de cada uma das suas dúvidas relativamente ao “know-how em termos tecnológicos, de material ou pedais de guitarra, e processamento de som”, assim como a ultrapassar carências “de algum conhecimento artístico e musical”. “O que é engraçado é que nunca foi algo que procurasse muito, veio tudo ter comigo e, às tantas, percebi que me eram mostradas coisas que sempre tinha imaginado querer fazer mas nem sabia muito bem como.” O curso intensivo atrás da mesa de mistura da sala lisboeta mostrou-lhe então que a intensidade de uma guitarra explorada com a distorção no máximo e o botão do volume a tocar o vermelho podia ser trocada por uma exploração sónica mais introspectiva, sem se deixar cair no perigoso embuste da inconsequência. No fundo, Guilherme Gonçalves queria virar a guitarra para dentro, perceber quais os vários trilhos que podia cruzar livremente em cima do instrumento.

    Anos de Gala
    Tudo aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo. Em 2007, Guilherme Gonçalves deixou o trabalho na ZdB, iniciou o seu percurso a solo enquanto Cóclea (já vamos ao nome, mais um par de parágrafos, por favor) e substituiu Tiago Miranda nos Gala Drop. Não é meramente circunstancial este elencar de acontecimentos. Do catálogo de sons da ZdB nasceu Cóclea, como já vimos, mas a coincidência temporal com a entrada nas fileiras desses mestres da música expansiva chamados Gala Drop permitiria a Guilherme reforçar a ideia de que a sua via a solo, “sem ser fechada ou soturna”, prosseguia por terrenos mais introspectivos – é isso que nos conta Mermaid’s Theme, guitarras desprendidas, por camadas, daquilo que poderiam ser canções arregimentadas pela dream pop, herdadas dos My Bloody Valentine.

    Ao serem essencialmente uma banda de comunhão e de festa, cuja sonoridade enleada em referências africanas, jamaicanas e uma série de outras “anas” é gloriosamente expelida para fora, os Gala Drop funcionavam como perfeito reverso daquilo que o guitarrista explorava a solo. “No tempo em que estive com os Gala Drop fizemos cinco tournées europeias e isso permitiu-me estar sempre a tocar guitarra, a explorar novas ideias, outras interacções com os instrumentos, novas abordagens à guitarra e tomar conhecimento de outras abordagens musicais e outros estilos de música”, lembra. E nessa medida, apesar da distância entre a música que ouvimos nos dois cenários, Cóclea é também uma decorrência assumida da actividade que desenvolveu com os Gala Drop até finais de 2014.

    Quer entremos neste disco pela porta do magnífico orientalismo rumo ao excesso de Scorpio’s Theme ou pelo western degenerado de “Desire”, aquilo que encontramos na música de Cóclea é uma digestão controlada de loops de guitarra programados para viverem em conjunto, espalhados com pinças pelo espectro sonoro, numa mistura de construção e improvisação. “É como se fôssemos fazer um trekking qualquer numa montanha”, compara Guilherme Gonçalves, “e nos dessem os meios necessários, os mapas e as coordenadas principais. Mas depois haveria vários caminhos para chegar ao fim e caminhávamos com liberdade a partir daí.” Pontuada por loops que servem de bandeiras de sinalização, a guitarra avança depois por sua conta e risco.

    Agora, que o seu projecto com nome do órgão do ouvido interno (em espiral e responsável pela distinção dos diferentes espectros de frequências sonoras) deixa as edições limitadas em CD-R e arrisca uma vida mais afirmativa, o guitarrista abana também a definição do seu projecto apresentando-se no Rescaldo em quarteto – com Yaw Tembé na trompete, Shella (ex-Paus) nos teclados e Alex Klimovistsky (Youtless) em voz e electrónica. A partir de amanhã, tudo poderá ser diferente.

    in: Público by Gonçalo Frota

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    Há um aquário e um homem hipnotizado pelas cores dos peixes que ali nadam. Um dia veste-se de gala e toma o autocarro para a Babilónia. Anos depois tira 30 minutos de música de dentro de si. Ambientes, paisagens, vozes, memórias, camadas, ecos, uma estática beleza. Imaginámos uma cítara, ou seria Pessoa a perguntar “Pra que fui visitar a Índia que há/ Se não há Índia senão a alma em mim?

    in: Expresso by Rui Tentúgal

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