Timespine-ns

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ADRIANA SÁ / TÓ TRIPS / JOHN KLIMA // Timespine

€8.90


 

ADRIANA SÁ. Zither, electrónicas
JOHN KLIMA. electric bass
TÓ TRIPS. dobro, percussion

PIECE 1
1. interlace tonal centers / detail
2. hold breath
3. clocking blues

PIECE 2
5. blistering cowboy / excite
6. renée and the cartesians / hungarian folk
7. swimming

 


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Product Description

This music does not fit under the umbrella of any musical genre. It would be a folk song if folk was a stream of consciousness. Add to that certain connotations of contemporary classical formats, and then subtract the mathematics, while also injecting a certain loose balance so characteristic of free improvised music. Yet again it’s just a distant impression, because they use graphical scores. This idiomatic singularity results from the gathering of musicians with different languages. Adriana Sa comes from experimental music and visual arts, having created and performed with custom instruments combining acoustic elements, software and sensor technologies. To Trips is a blues inspired guitarist, the co-founder of the unique and puzzling country-fado-jazz-rock band Dead Combo; and John Klima was a member of the pop group who became The Presidents of the United States of America, many years before their MTV days.

String instruments are at the core of Timespine – a zither, a dobro, and a bass guitar. There are also occasional live sampling and percussion elements. But they service the flow of combining strummed, plucked, percussed, and bowed strings, all tuned unconventionally, at some moments acting like inconsistent drops of rain and at others suggesting the resultant turbulence of three rivers meeting. The river-meeting-music flows soft and slow, and abstract and in a non-linear way, becoming hypnotic and suspending time. This is a music without metrics, and without a clock – only human biological tempos are followed. The end result is a music that simply sounds great, as if Morton Feldman had a Portuguese guitar rather than a piano as the basis of his creativity.

1 review for ADRIANA SÁ / TÓ TRIPS / JOHN KLIMA // Timespine

  1. :

    Timespine são Adriana Sá, Tó Trips (Dead Combo) e John Klima. O Trio continua a promover o mais recente disco, lançado na editora portuguesa Shhpuma.

    A sua música tem um carácter profundamente contemplativo, que utiliza técnicas de composição em tempo real que estando próximas da música contemporânea ocidental, acabam por ser profundamente influenciadas pelas práticas musicais pan-asiáticas, próximas da ideia de Eternal Music (que é, no fundo, um dos grandes ensinamentos bebidos no ocidente com origem na música clássica indiana).

    A própria instrumentação remete para o carácter profundamente global desta música, vincada pela sonoridade do instrumento utilizado pela Adriana, um zither (instrumento próximo da cítara chinesa), e pela sonoridade do dobro que utiliza Tó Trips, uma guitarra metálica muito utilizada no blues clássico do Delta do Mississipi, com uma sonoridade profundamente reminiscente de instrumentos de cordas utilizados na música hindustani.

    in: Portugal Rebelde by António Manuel Almeida

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    Tempos felizes para a pequena editora Shhpuma que vai documentando, estoicamente, parte da realidade musical local – um trabalho essencial tanto no futuro, como no agora, onde cada vez é mais vital oficializar as boas ideias no meio de tudo aquilo que nos distrai a atenção. A edição continua a ser, por isso, uma espécie de unidade de medida para localizarmos no tempo e no espaço a criatividade artística. E por isso, este final de 2013 parece sorrir à Shhpuma e a nós, com Joana Sá e Eduardo Raon a editarem os seus álbuns, fazendo uma companhia perfeita para este novo trio que assim se apresenta a todos. Timespine surge da cumplicidade entre três pessoas muito próximas que, por acasos da vida, adiaram este momento até Janeiro de 2013, quando num único dia e num único golpe, gravaram duas suites em estúdio para a sua estreia. Com direcções claras e precisas, soltaram nesse dia uma espécie de espiritualidade dos seus dedos, deixando que as suas cordas falassem por eles todos, cada um à sua maneira, mas todos juntos numa única voz. Saltério, baixo e dobro são os principais instrumentos que Adriana Sá, John Klima e Tó Trips utilizam; três instrumentos de cordas, muito diferentes entre si, mas unidos num corpo sonoro em espiral que nos eleva a consciência. Tal como os autores anteriormente citados, Timespine não se anicham no terreno da improvisação, pese embora esse seja um dos seus fundamentais motores de prospecção. A curiosidade inata destes músicos leva-os a ir mais longe, e a qualidade da sua música arrasta-nos com eles. Um álbum poderosamente delicado que nos faz lembrar algum do magnetismo espiritual de Alice Coltrane. Um álbum muito bonito! e uma grata surpresa.

    in: Flur by Pedro Santos

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    Shhpuma, the label issuing this CD describes the three musicians as follows : “Adriana Sá comes from experimental music and visual arts, having created and performed with custom instruments combining acoustic elements, software and sensor technologies. To Trips is a blues inspired guitarist, the co-founder of the unique and puzzling country-fado-jazz-rock band Dead Combo; and John Klima was a member of the pop group who became The Presidents of the United States of America, many years before their MTV days. String instruments are at the core of Timespine – a zither, a dobro, and a bass guitar”.

    The result of these three string instruments from different backgrounds meeting is nothing less than spectacular. The sound is slow, meditative, bluesy, melancholy, yet at the same time zen-like and spiritual. It may sound new-agey at times, but then it’s too free and captivating and full of unexpected changes and interventions to be compared to kitsch. Quite the contrary, it is genuine, deeply felt and rooted.

    Think of Ry Cooder’s “Paris, Texas” for the overall mood, maybe. There is no hurry, no need to rush, just time to feel, to let sounds sink in, to absorb and then to add, with precision, with accuracy, enhancing the mood, sharing a touch, a gentle additional note, a minuscule sound to create a stronger whole.

    It is so unique, that I share the video below. Trust me, the whole CD is like this, and yes, it remains captivating.

    in: Free Jazz by Steff Gissels

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    More music of adventure from Portugal today, namely Timespine (shhpuma 008CD), a trio of Joanna Sa on bowed, bottlenecked and plucked zither and sampler, john Klima on bass, and To Trips on dobro guitar and percussion.
    The music is open-form avant freedom, improvisations that have a sort of arpeggiated drone feel, of ritual, music for some unknown temple rite. It is uncanny how zither and dobro create a musical miasma of sustained pivots around a key center while the electric bass comments alongside.
    Alan Sondheim’s early NY ventures on ESP in the ’60s is the closest I can come to a parallel. But even then this set strives for more of a singularity in instrumental ambiance where Sondheim explored multiple sound universes. There are sections where the interplay is less drone-like and more pointed, almost like classical Chinese, Korean or Japanese small ensemble string music, but not quite.
    It’s one of those musical presentations that takes a few listens to appreciate. There is too much new to take it in on one hearing. But then you get it. Or I did, anyway.
    This is not going to go metal on you or take a form you will readily recognize. But it is different in ways that convince. So if you have a mind for difference, this will satisfy you.

    in: Gapplegate by Grego Applegate Edwards

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    Um trio improvável e de diferentes proveniências desafia os próprios limites numa exploração sem coordenadas nem zona de chegada.

    «Timespine» tem alguma familiaridade com o território livre da música improvisada mas as fronteiras inconscientemente definidas estão para além de catalogações.

    Esta canção folk estraçalhada não é filha de pais incógnitos. Adriana Sá tem um percurso na electrónica experimental, Tó Trips explora os blues nos Dead Combo e a solo e John Klima foi fundador dos Presidents of the USA antes de «Peaches» invadir a MTV numa semi-paródia ao rock desolado de Seattle.

    A mesa é farta: guitarra um zither, dobro, baixo, sampling e percussão estão ao serviço de uma expedição sonora sem baptismo ou destino. Esta missão deixa o nome de código em aberta a quem pretender nomear o ficheiro.

    «Timespine» deixa o tempo em suspenso. É música sem tempo nem pressa que existe desligada dos canais convencionais mas que nem por isso é menos válida ou sintomática de que outros mundos são possíveis.

    in: Disco Digital by Davide Pinheiro

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    Embora mapeado pela cartografia do dobro de Tó Trips, o nome-bandeira de Timespine que aqui surge ao lado do primeiro baixista dos Presidents of the U.S.A, John Klime, e do zither de Adriana Sá, esta chegada das artes visuais, este é um álbum mais esotérico em que o último limite não é o céu mas o deserto onde o vazio é propulsor da imaginação total.

    O instrumento de Tó Trips é vagamente familiar mas a natureza aberta desta travessia é uma partida sem chegada em que os sentidos estão sempre alerta. O carácter improvisado de Timespine retira-lhe o tom definitivo que, por vezes, a linguagem hermética de experiências parecidas encerra.

    Há sons reconhecíveis que depois se transformam numa cumplicidade a três em que cada um dos intervenientes solta a sua espiritualidade e a deixa contaminar pelo próximo. Muito bonito e musicalmente cândido.

    in: Mesa de Mistura by Davide Pinheiro

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    O trio Timespine constrói a sua música através de uma pauta gráfica. Inserindo-se num intervalo entre estéticas, o som deste grupo corresponde a uma visão multicultural altamente contemporânea. Tó Trips é reconhecido, sobretudo, como metade do duo Dead Combo, que conjuga elementos de jazz, rock, fado, folk e outras influências. Neste trio serve-se de um dobro, elo mais ou menos perdido da evolução da amplificação sonora da guitarra. Inventado por um “luthier” eslovaco-americano, é ainda um dos instrumentos característicos da música afro-cubana.

    O “zither” (ou cítara, na tradução portuguesa) utilizado por Adriana Sá é tradicionalmente encontrado na Europa Central e de Leste, mas com família directa na Ásia, sendo o koto e o zheng, respectivamente, dos instrumentos mais utilizados nas músicas tradicionais do Japão e da China. John Klima, americano imigrado em Portugal e senhor do baixo, pertenceu em tempos ao grupo pop Presidents of the United States of America, sendo actualmente uma peça importante no cenário musical de Lisboa, tendo colaborado, entre outros, com Sei Miguel e Ricardo Webbens.

    Composto por duas peças, sete faixas e 11 momentos distintos, este “Timespine” permite aos músicos explorarem técnicas diferentes nas diversas partes, sem no entanto as peças perderem o sentido de unidade. Fiel a uma linguagem muito própria e bem consolidada, Tó Trips vai surgindo com apontamentos harmónicos quase a soar a uma estética definível, por vezes também acrescentando uma componente percussiva, sem nunca marcar o ritmo declaradamente. John Klima trabalha linhas de baixo que, em outros contextos, poderiam ser um bom acompanhamento de rock ou música electrónica, mas neste trio acrescentam uma coerência e um sentido ao som geral. Esse “agarrar” coeso dos graves permite que a gravação não caia no registo associado às escolas da improvisação, perpetuando ainda mais a peculiaridade conquistada.

    A artista multidisciplinar Adriana Sá assume-se enquanto o elemento desestabilizador, a líder dissonante deste trio. Oscila entre dedilhações folk “new-weird-America” e um trabalho de arco perfurador e perturbado. Tanto contribui com um preenchimento harmónico como com interacções cirúrgicas.

    in: Jazz.pt by Bernardo Álvares

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    Вообще я думал сначала загнать этот альбом в петин шэйп, по потом думал, а какого собственного хрена. Вроде и авангардный, вроде и джаз, но никаких дудок, пианино тоже нет. Ситар, Добро (на первое “о” ударение, не подумайте ничего плохого) и бас. Вообще трудно конечно определить эгиду под которой проходит данная музыка, можно было бы назвать ее фолком или народной музыкой, если бы поток сознания был народом. Добавьте к этому определенных коннотаций современных классических форматов и свободу импровизационной музыки, и получится что-то вроде того. Категорически рекомендую.

    in: VK by Shape of The Bone

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    in: Blitz by Rui Miguel Abreu

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